Empresa de energia cortou luz 535 mil vezes à distância usando medidor com 4G

A Copel já realizou mais de 535 mil cortes de energia remotamente no Brasil utilizando medidores inteligentes conectados, muitos deles apoiados por redes de comunicação 4G. Os dados fazem parte do avanço da chamada rede elétrica digital da companhia, que vem sendo implementada desde 2021.

Segundo a empresa, os dispositivos permitem não apenas medir o consumo de energia automaticamente, mas também cortar e religar o fornecimento à distância, sem a necessidade de envio de equipes ao local. Entre 2022 e 2025, além dos cortes, foram registradas 422 mil religações remotas, mostrando o impacto da automação no setor elétrico.

A tecnologia funciona por meio de uma infraestrutura híbrida de conectividade. Os medidores se comunicam com concentradores locais e, em regiões urbanas, esses dados são transmitidos por uma rede privativa 4G (LTE) na faixa de 450 MHz, além de outras soluções como rádio e satélite, garantindo comunicação em tempo real e alta confiabilidade.


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Esse modelo traz ganhos operacionais importantes. A Copel estima que cada deslocamento de equipe para realizar corte ou religação custa, em média, cerca de R$ 80 – valor que pode ser economizado com a automação.

Além disso, o uso de medidores inteligentes cresceu rapidamente. A companhia já conta com cerca de 2 milhões de dispositivos instalados em 157 municípios, o equivalente a 38% da sua área de concessão, e acumula mais de 23 milhões de leituras de consumo feitas remotamente ao longo dos últimos anos.

Apesar da agilidade proporcionada pela tecnologia, a empresa ressalta que os cortes de energia continuam seguindo as regras da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), incluindo prazos e notificações antes da suspensão do serviço.

A digitalização da rede elétrica, impulsionada por conectividade remota, indica uma transformação no setor, com processos mais rápidos, redução de custos e maior controle sobre o consumo — mas também levanta discussões sobre automação e a velocidade com que serviços essenciais podem ser interrompidos.

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