Apps que replicam a tela contra curiosos do Galaxy S26 Ultra funcionam? Testamos

Um dos grandes destaques do Samsung Galaxy S26 Ultra foi o novo recurso de proteção de tela contra pessoas curiosas: similar a uma película de privacidade, o aparelho impede que pessoas ao redor vejam a tela, enquanto mantém a nitidez ao usuário.

Porém, com um preço de lançamento de R$ 11.499, o novo topo de linha da Samsung está longe de ser uma opção acessível para quem quer ocultar as informações da tela. As alternativas são usar uma película específica ou instalar aplicativos que prometem proteger o conteúdo do celular.

O Canaltech testou alguns desses apps e traz as principais considerações.


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  • Como funciona a tecnologia da Samsung?
  • Como funcionam os apps de privacidade de tela?
  • Vale a pena usar um app para isso?

Como funciona a tecnologia da Samsung?

Primeiramente, é importante reforçar que nenhum aplicativo vai conseguir replicar a tecnologia do S26 Ultra com exatidão porque o recurso é uma combinação de hardware e software.

O aparelho limita o alcance de luz de alguns pixels na parte lateral da tela e concentra a iluminação na parte frontal do aparelho, o que permite que a pessoa com o celular em mãos veja as informações sem problemas, enquanto quem estiver ao lado enxerga apenas uma parte ou a tela completamente escura.

Além disso, o modelo da Samsung tem opções para ocultar apenas uma parte do display, ideal para proteger notificações. Como os aplicativos de proteção envolvem apenas o software do aparelho, o resultado não será o mesmo.

Como funcionam os apps de privacidade de tela?

O Canaltech avaliou duas opções populares na Play Store, do Google: Screen Guard – Hide Screen (Android), com mais de um milhão de downloads,e Screen Guard (Android), com mais de 100 mil downloads. Ambos possuem notas mistas — 3,4 e 3,7, respectivamente.

Esses aplicativos escurecem toda a tela do celular, similar a reduzir todo o brilho do aparelho nas configurações. Em alguns casos, é possível escolher qual parte da tela será ajustada, o que protege a área de notificações ou um app sendo reproduzido em tela flutuante.

O problema é que a redução no brilho afeta todo o celular, então o próprio usuário tem dificuldades para enxergar o conteúdo na tela. Ocultar uma parte do display faria sentido em alguns casos, mas de forma geral a medida não tem muita diferença do que apenas reduzir o brilho da tela manualmente.

Além disso, a versão gratuita dos aplicativos conta com muitos anúncios que atrapalham a experiência, o que exige pagar por uma assinatura que não oferece muita coisa além de um ajuste nativo do próprio celular. O app ainda precisa se sobrepor aos outros softwares em execução no celular, medida capaz de aumentar o consumo de bateria em longos acessos. 

App de proteção de tela (à esquerda) não traz resultados muito diferentes de reduzir o brilho do aparelho (à direita) (Imagem: André Magalhães/Canaltech)

Vale a pena usar um app para isso?

Não. Mesmo com os planos pagos, esses apps reduzem o brilho de toda a tela e dificultam a leitura pelo próprio usuário. Usar uma película física de privacidade traz mais vantagens, visto que dificulta a leitura de quem está ao redor, mas mantém as informações nítidas na faixa central.

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